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Startup vira aliada de cafeicultores em certificação

Investir na certificação da produção é importante para agregar valor, ingressar em mercados mais exigentes e que pagam mais pela qualidade e também atestar as boas práticas e respeito com o meio ambiente. Contudo, o processo costuma ser burocrático e exige aportes elevados. Em Minas Gerais, a startup CertifiCafé, com sede em Manhuaçu, nas Matas de Minas, desenvolveu um sistema que simplifica estes processos e tem ajudado cafeicultores, principalmente os de menor porte, a conquistar as certificações.

fundador e CEO da CertifiCafé, Mauro Júnior, explica que, hoje, a certificação é um dos principais instrumentos que o produtor tem para mostrar ao mercado consumidor que os produtos são sustentáveis. Porém, o processo tradicional é burocrático e oneroso, o que limita a participação dos pequenos e médios produtores.

“A certificação é um diploma que mostra a sustentabilidade do produtor e da propriedade. Mas, geralmente, o processo tem muita burocracia, uma vez que é preciso atender às legislações ambiental e trabalhista e implantar as boas práticas agrícolas, e poucos têm condições de fazer isso. Normalmente, os que ingressam acabam fazendo investimentos muito altos por precisarem de consultorias e funcionários. Por isso, a maior parte dos produtores, que são pequenos e médios, não tem esses recursos para investir”, destaca.

Ainda segundo Júnior, no Brasil apenas 0,8% das fazendas produtoras de café tem  certificação. Vendo esse cenário em que muitos pequenos e médios cafeicultores querem certificar, mas encontram dificuldades, a CertifiCafé desenvolveu uma tecnologia que simplifica o processo da certificação, deixando-o mais compreensível para o produtor e mais acessível.

tecnologia desenvolvida tem a capacidade de fazer diagnóstico completo, que mostra o que é necessário fazer para adequar as propriedades às exigências da certificação. O diferencial é que o produtor tem acesso a uma estimativa de quanto vai gastar, do tempo necessário e de como fazer as adaptações. A CertifiCafé também indica empresas e profissionais que podem auxiliar nos processos que precisam de adaptações.

“No final do diagnóstico, entregamos um plano para que o produtor  entenda na prática o que tem que melhorar, o que investir e o tempo necessário para certificar. Todo o processo é digital e feito através de um aplicativo. O cafeicultor consegue acessar de onde estiver e ter acesso às informações para tomar a decisão mais correta”, explica.

Os resultados têm sido positivos. Em 2021, a empresa trabalhou com sete pequenos agricultores familiares que, em três meses, conseguiram a certificação Rainforest, um dos principais da cafeicultura.

“O trabalho junto a estes produtores foi muito importante. Ninguém nunca pensou que um pequeno poderia ter a certificação Rainforest, muito menos em tão pouco tempo. Não só fizemos, como conseguimos economizar para os cafeicultores cerca de 60% do que eles gastariam com o processo convencional”, afirma.

Outro grupo, composto por 13 produtores de café, através da CertifiCafé, conseguiu uma certificação orgânica internacional.

Investidores

Atualmente, o Senar Minas e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) se tornaram investidores da CertifiCafé e a empresa está trabalhando em um projeto que inclui 75 produtores que buscam pela certificação.

“Atendemos também cooperativas e, hoje, temos mais de 170 propriedades usando o aplicativo para obter certificação. Atendemos várias regiões produtoras, como as Matas de Minas, Sul de Minas, Cerrado, Alta Mogiana, cafeicultores do Espírito Santo, da Bahia e estamos prestes a iniciar um projeto em Rondônia”, diz Júnior.

Os resultados positivos obtidos com o café estão estimulando a expansão da empresa, que pretende disponibilizar tecnologia para atender a outras culturas, como os grãos, frutas e horticultura. Para isso, a empresa está trabalhando com a NovoAgro Ventures, que ajudará a CertifiCafé a crescer, ampliar a atuação e buscar investidores no mercado.

“Junto com a NovoAgro estamos preparando a CertifiCafé para a primeira rodada de investimento em 2022. Com o investimento, queremos aplicar o portfólio da solução da empresa. Hoje, estamos atendendo apenas o café, mas a certificação pode ser  levada para outros produtos, como as frutas, proteína e grãos. Com a NovoAgro, queremos fazer a expansão da solução”, explica o CEO da CertifiCafé.

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In just three months, a group of seven small coffee growers from the Matas de Minas Region achieved INTERNATIONAL CERTIFICATION IN RECORD TIME WITH CERTIFICAFÉ TECHNOLOGY

With CertifiCafé’s technology, the group of small coffee growers achieved the Rainforest Alliance seal. The international certification identifies coffees grown on properties that strictly follow the country’s laws and the social and environmental standards established by the certifier. The seven small family farming producers have, on average, an area of 15 hectares of planted coffee and are the first of their size to achieve this seal among the 36 thousand coffee growers in the Region of Matas de Minas. These producers used CertifiCafé technology and are also part of the Café+Forte Technical and Management Assistance Program (ATeG) of the FAEMG/SENAR/INAES System.

Done in the conventional model, the certification process takes about a year to be completed. The group’s record time was the result of the commitment of those involved, since group certification is only validated if everyone is well evaluated in the audit, technical and management assistance and the technology of the startup CertifiCafé.

Fundamental to the agility of the process, the startup prepares the diagnosis of the property and makes available an application that shows coffee growers the adjustments to be made. At each completed stage, the producers upload proofs in text, audio or images on the platform and receive reports on the progress achieved.

At the end, all the documentation necessary for certification is digitally available to producers and auditors, simplifying and reducing the cost of the process and optimizing the audit time on the property.

INAES superintendent Silvana Novais learned about the idea early on, at the Avança Café event, promoted by Embrapa in 2019. Recognizing the potential and applicability of the technology for rural producers, Silvana volunteered to help them in the development of the startup. And it was she who bridged the gap between the Matas de Minas group and entrepreneurs Mauro Júnior, Luciano Oliveira and Leonardo Diniz.

“This pilot project had the essential look of technical agronomists at ATeG Café+Forte. The program prepares producers to organize the property, and the platform makes them see the improvements they need to make to obtain certification. In this sense, one completes the other, and I was very happy with the result”, explained Silvana.

Positive evaluation

“We were happy to see another advantage of the ATeG Program, which is the savings during the certification process. The group’s approval demonstrated that obtaining this seal is possible and viable for small producers. CertifiCafé’s solution democratizes certification and we hope to take it to the most attended by ATeG. Certification creates an opportunity for growth and opening to the international market.” – Marcos Reis, manager of the FAEMG/SENAR/INAES System in Viçosa

“The ATeG methodology already meets many certification requirements, with strengths in sustainability, integrated pest and disease management, water and soil management and management. SENAR also offers producers training that is required by Brazilian law and, as a result, we have more prepared producers.” – Daniel Prado, program supervisor at the Viçosa region, who participated in the group along with his wife Dulcinéia Prado

“The FAEMG System is concerned with bringing technology and innovation to products, and the partnership between CertifiCafé and ATeG proves the effectiveness and importance of this connection. With the technical guidelines and our methodology, we achieved the result at a cost 60% lower than certification in the conventional method.” – Mauro Júnior, CEO of CertifiCafé

“This achievement is historic and, without ATeG, it would be impossible. We drove 4,000 kilometers to follow the group closely. We managed to change the producer’s mentality, who found certification difficult and time-consuming and, now, are seeing it as an ally. We want to train ATeG technicians to use the technology and multiply this achievement.” – Luciano Oliveira, consultant and CMO at CertifiCafé

“Group certifications lower costs for everyone involved. For us, it was important to participate in this pilot project to get to know the profile of producers in the region and understand the demands for more work. The Rainforest Alliance seal is an important seal of quality and sustainability. There is a growing demand for products with this certificate on the international market.” – Alexandre Schuch, manager of the Ecocert Group in Brazil

“We are always concerned about the sustainability of our property, and winning the seal is a victory for us. We are grateful for the opportunity to be part of this group.” – Selma Garcia Gonçalves, wife of Arnaldo Gonçalves, assisted by ATeG, in Divino.

“I participated in the process as a producer and technician at ATeG. The achievement was a double satisfaction. During this period, I worked with producers Rogério Dutra and Gilson Clemente for a more discerning vision of the organization of properties and, mainly, of quality of life and work safety.” – Tadeu Vieira Otoni, ATeG coach in Santa Margarida

“We work as a family at Sítio Jasminum and certification was only possible because I had the help of my parents and sisters. We won together. I did the environmental plan and the licensing, and my father improved the organization and efficiency in carrying out activities in the field. We work with specialty coffee, and the seal is a big step towards the production of sustainable coffee. The experience was a learning experience that I will take to the producers I follow at ATeG.” – Jessica do Carmo, ATeG field technician and producer